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Ministérios das Cidades e do Esporte devem mais de R$ 795 mil aos empreiteiros de Brumado, denuncia vereador

31 Mar 2015 - 15h00


Ministérios das Cidades e do Esporte devem mais de R$ 795 mil aos empreiteiros de Brumado, denuncia vereador
Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias

Baseado em dados oficiais da Caixa Econômica Federal (CEF), o vereador Weliton Lopes (SDD) denunciou durante a sessão da Câmara de Vereadores de Brumado, realizada na noite da última segunda-feira (30), que o Ministério das Cidades e do Esporte devem mais de R$ 795 mil aos empreiteiros do município. Lopes leu o relatório do banco, que aponta que as obras de emendas parlamentares a partir de 2008 estão 86% concluídas e que o governo federal prorrogou o prazo dos contratos até o dia 30 de abril deste ano. O parlamentar denunciou que na maioria dos casos os empreiteiros tiveram de parar as obras por não terem recebido o repasse e, em alguns casos, as obras foram concluídas e as terceirizadas ainda estão sem receber. O vereador disse ainda que o governo está se esquivando da dívida e deixando para o município, o que obrigará o gestor a refazer as contas para concluir os restantes das obras. 

Ministérios das Cidades e do Esporte devem mais de R$ 795 mil aos empreiteiros de Brumado, denuncia vereador
Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias

“Antes o governo entrava com a verba e o município com a contrapartida de 4%. Agora inverteu e o município está sendo obrigado a pagar uma maior fatia das contas, o que está aumentando a dívida interna do município, que já declarou estar sem recursos. Aí não tem empreiteiro que aguente mesmo não. O choro deles é uma realidade que acaba refletindo na paralisação das obras, gerando uma onda de desemprego”, disparou Lopes ao site Brumado Notícias. Dentre as obras de emendas no município está a pavimentação de ruas e também a reforma do Estádio dos Prazeres. Deste último empreendimento, o empreiteiro ainda resta receber mais de R$ 205 mil e, segundo o parlamentar, dentro do prazo do governo, a prefeitura terá que arcar com uma contrapartida maior do que estava em contrato para concluir a obra. “Não tenho dúvida de que por ocasião dos contratos o objetivo maior era a primeira eleição da presidente Dilma, mas agora o município está saboreando o gosto amargo dessa aliança, ficando com esse presente de grego”, resumiu o parlamentar.

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