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Brumado: Pais e alunos ameaçam boicotar escolas de tempo integral e monitores desistem da função

11 Mai 2017 - 00h00


Brumado: Pais e alunos ameaçam boicotar escolas de tempo integral e monitores desistem da função
Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias

Vários pais e alunos estão insatisfeitos com a implantação do ensino de tempo integral nas escolas municipais Idalina Azevedo e Professora Nice Publio, que teve início esta semana em Brumado. O site Brumado Notícias apurou que o prefeito Eduardo Lima Vasconcelos (PSB), a secretária de educação e outros representantes da administração chegaram a ser vaiados no último encontro que tiveram com os pais dos alunos nas unidades de ensino. Uma comitiva de alunos procurou a nossa reportagem para denunciar que as unidades não apresentam estrutura adequada para inserir o ensino de tempo integral, a começar pela alimentação, classificada pelos estudantes como de péssima qualidade. As queixas também apontam falta de vestiários e refeitórios nas escolas, além de pouco espaço nos banheiros. “Hoje mesmo vários colegas trouxeram a comida de casa e outros ficaram sem se alimentar ao meio dia porque não conseguiram ingerir a comida servida pelas escolas”, denunciaram os alunos na última terça-feira (09). Alguns pais reforçaram as queixas da falta de estruturação e apontaram ainda que a secretaria de educação mentiu ao afirmar que os monitores seriam pessoas com formação acadêmica. Segundo eles, no período da tarde, as crianças estão sendo acompanhadas por estagiários de primeiro grau. “Concordamos que a escola de tempo integral é um avanço para a formação acadêmica de nossos filhos, porém, quando há estruturação. Do jeito que está não há condições de mantermos os nossos filhos nessas escolas”, disseram. 

Brumado: Pais e alunos ameaçam boicotar escolas de tempo integral e monitores desistem da função
Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias

Ao meio dia de quarta-feira (10), vários pais compareceram à Escola Professora Nice Públio, onde ocorreu uma confusão envolvendo a direção e a secretária municipal de educação, Edneia Ataíde. O Conselho Tutelar foi chamado e compareceu ao prédio a fim de apurar a discussão entre pais, estudantes, escola e secretaria de educação. Os conselheiros estão preparando um relatório sobre o ocorrido e o órgão deve se pronunciar nesta quinta-feira (11). Diante da crise, vários estagiários que atuariam como monitores desistiram da função. Nossa reportagem ouviu a secretária de educação, que se limitou a dizer que lamenta o fato de alguns pais não entenderem a proposta da escola de tempo integral, que, segundo ela, dará um salto na qualidade do ensino no município. A secretária disse que as escolas estão se adequando à proposta e considerou ser precipitada as reclamações, uma vez que faltam poucos ajustes estruturais para finalizar o projeto. Mesmo com as afirmações da secretária, um grupo de pais e alunos decidiu não apoiar a proposta. Os genitores fizeram um acordo e estabeleceram o prazo de 15 dias para que a prefeitura atenda as carências nas unidades de ensino, caso contrário, o projeto será boicotado e os alunos não irão comparecer em sala de aula. “Vamos promover uma greve de pais e alunos por conta da falta de estruturação, pois nossas escolas não foram previamente adaptadas para atender as demandas do ensino de tempo integral. Vamos tirar nossos filhos dessas escolas até que o município venha a adequá-las para atender a proposta do projeto”, pontuaram.

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